




(Fotos minhas)
nada te resta, senão olhar-me de longe. sabes que habito outro plano, o do dia e da luz com que prossigo, todavia, sobre as flores submarinas. nada te resta, senão as lágrimas e o arrependimento. talvez possas ressurgir, noutras vestes, noutros seixos. mas serás sempre a sombra, a vida incompleta que se declina nos lugares que já não procuro.
quantas mortes cabem no coração dos pássaros? quantas mortes? quantas vidas esmorecem em cada vôo? quantas? quantas plúmulas há no vôo e...
Outros tempos "Terra de encanto", em que Portugal era quase rei ,nos mares frios da Gronelândia e da Terra Nova! Já que tudo se fez para destruir o nosso poderio nas pescas, ao menos que nos reste a Saudade, nos barcos que falam sangue, suor e lágrimas, de famílias e marinheiros, impressa em navios como este!
ResponderEliminarBeijo de lusibero
Obrigada por passares cá, Lusibero. De facto, imaginar a vida daqueles homens,meses a fio, ao sabor das águas geladas, ali, naqueles belos mas apertados recantos, obriga-nos a pensar em sangue, suor, lágrimas...numa vida de mérito, sofrida e nem sempre devidamente valorizada. É ali, dentro do navio, que temos a noção, ainda que pequena, porque vamos só de visita, da grandiosidade daqueles homens.
ResponderEliminarBeijo amigo