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sábado, 6 de novembro de 2021

 a impossibilidade de ser água


anuncia as mãos apartadas 

dos braços, antecipando 


madrugadas de raiva e suor.


eis as mãos onde as águas

despertam  lágrimas ocultas

que se prolongam, manhãs

de chuva que nos devolvem 


ao mar.


Susana Duarte




 quantas mortes cabem  no coração dos pássaros? quantas mortes? quantas vidas esmorecem  em cada vôo? quantas? quantas plúmulas há  no vôo e...