sábado, 31 de janeiro de 2015

Portugal Mágico!



A capela do Senhor da Pedra foi construída em 1686, sobre um rochedo da praia de Miramar, na freguesia de Gulpilhares, Vila Nova de Gaia. O porquê da construção da capela neste local permanece incerto e são várias as histórias peculiares e as lendas em torno do pequeno monumento, alimentadas, talvez, pelo facto de ter sido um altar pagão, antes de ser convertido em espaço de devoção católica.


Alguns dos relatos sobre a capela descrevem encontros noturnos e sessões de "bruxaria".
Nuno Novo, dono de um bar de praia em frente à capela, diz tratar-se de uma situação comum, da qual se se lembra desde pequenino: "Vê-se grupos grandes de pessoas vestidas de preto, por volta das cinco da manhã. Fazem, por norma, fogueiras em triângulo, com velas a arder, dão voltas à capela e ouve-se as lengalengas deles a rezar", conta. "Isso deve ser um dito bruxo que faz essa romaria uma vez por mês", explica, "às quintas, sextas e sábados, pela alvorada".


Ernesto Silva, varredor de lixo da praia de Miramar, diz que é frequente encontrar velas, ramos, moedas ou fotografias durante a limpeza da praia. Também já testemunhou as rezas noturnas e alguns "gritos", durante estas sessões de "bruxedo".

Lenda sobre o Senhor da Pedra

Diamantino Domingues dos Santos explicaque, segundo reza a história, a capela foi edificada em forma de agradecimento, na sequência de um milagre que salvara um grupo de pescadores "com dificuldades em regressar à costa" num dia de mar bravo. Também há quem refira a existência da pegada de um "boi bento" incrustada numa das rochas em torno da capela.


No entanto, a existência destes encontros não é consensual. Diamantino Domingues dos Santos, responsável pela confraria católica que gere a capela, afirma tratar-se de um "boato" da população, não negando, apesar disso, que o Senhor da Pedra é um local de excecional devoção católica, onde são feitas muitas promessas.


Manuela Ferreira, funcionária responsável pela venda de velas e figuras de cera, rejeita, também, a existência de rituais noturnos, afirmando nunca ter ouvido falar em tais histórias. "Só trabalho das 8h às 18h, não vejo. Isso é mais boato. As pessoas passam aqui, compram as velinhas, levam a chave [da capela] e depois vêm-me entregar outra vez a chave", explica.


Nuno Novo afirma, no entanto, que durante as sessões noturnas as pessoas entram dentro da capela, apesar de não ser a confraria quem empreende os encontros: "Eles têm acesso à capela e a chave é dada pela confraria. Mas não convém que se saiba", esclarece.


Também Benedita Calheiros e Teresa Valente, duas jovens habitantes de Miramar, afirmam ter assistido, em várias ocasiões, às rezas, durante a madrugada. As fotografias tiradas, embora pouco nítidas, provam a existência destes encontros noturnos em torno da Capela do Senhor da Pedra.

Dissociados da prática católica, estes eventuais rituais de "bruxaria" oferecem espaço para especulação, alimentando o imaginário dos habitantes de Gulpilhares.


Fonte: http://jpn.c2com.up.pt/2013/08/21/capela_do_senhor_da_pedra_e_espaco_de_historias_misteriosas.html


Foto: Panoramio











sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

L'amour



« L'amour ne meurt d'une mort naturelle. Il meurt parce que nous ne savons pas comment reconstituer sa source. Il meurt de la cécité et les erreurs et les trahisons. Il meurt de la maladie et les blessures, il meurt d'ennui et de la maladie. »


Anaïs Nin


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

Foto:página do Facebook do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra


https://www.facebook.com/JardimBotanicoUC?fref=ts

sábado, 24 de janeiro de 2015

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Canção de Coimbra.

Balada de Coimbra, por Carlos Paredes



Despertar-Variações, por Carlos Paredes








não sei de que falas, quando falas de amor






não sei de que falas, quando falas de amor,

nem o que dizes, quando me cicias flores de espanto

nos ouvidos-maio 

onde os cabelos descobrem 

nuvens novas  de sede e de adeus 

aos lamentos. não sei de que falas, quando prometes

madrugadas novas e algaço,

mar das minhas mãos, sargaço azul

de peixes voadores. não sei de que falas.



tornaste-te um estranho, 

aurora plúmbea de todas as areias, raro

como as noites boreais 

que nunca verei.




estranho ser que te descobres vertente úmbria

dos sonhos, imagem breve

da retina solta, imagem solta de um olhar breve,

poeta-imagem do corpo de outrora,

onde o dia se faz noite, e a noite, essa,

já não se demora sobre mim.

Susana Duarte



quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

despidas as árvores, como os braços

despidas as árvores, como os braços 
que prometeram erguer-me
de onde as águas fluíram

e as folhas caíram

e os sonhos,
esses...

sobreviveram 
aos invernos desnudos
de todas as idades, às quedas
das folhas, e ao ondear violento 
das águas do rio que, depois, me levou

para junto das rochas 
firmes 

da tua vontade.

Susana Duarte

domingo, 18 de janeiro de 2015

"Se tu mi dimentichi"

Voglio che tu sappia
Una cosa.
Tu sai com’è questa cosa:
se guardo
la luna di cristallo, il ramo rosso
del lento autunno alla mia finestra,
se tocco
vicino al fuoco
l’impalpabile cenere
o il rugoso corpo della legna,
tutto mi conduce a te,
come se ciò che esiste
aromi, luce, metalli,
fossero piccole navi che vanno
verso le tue isole che m’attendono.

Orbene,
se a poco a poco cessi di amarmi
cesserò d’amarti poco a poco.
"Se d’improvviso
mi dimentichi,
non cercarmi,
chè già ti avrò dimenticata"

Se consideri lungo e pazzo
il vento di bandiere
Che passa per la mia vita
e ti decidi
a lasciarmi sulla riva
del cuore in cui ho le radici,
pensa
che in quel giorno,
in quell’ora,
leverò in alto le braccia
e le mie radici usciranno
a cercare altra terra.

Ma
se ogni giorno,
ogni ora
senti che a me sei destinata
con dolcezza implacabile.
Se ogni giorno sale
alle tue labbra un fiore a cercarmi,
ahi, amor mio, ahi mia,
in me tutto quel fuoco si ripete,
in me nulla si spegne né si dimentica,
il mio amore si nutre del tuo amore, amata,
e finchè tu vivrai starà tra le tue braccia
senza uscire dalle mie.


(Pablo Neruda, Se tu mi dimentichi)



quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

UM POEMA DE ANTÓNIO VILHENA


Nos poemas onde as metáforas
e as tranças se desnudam
as cumplicidades e os abraços
enlaçam as árvores
entre o perto e o longe
nesse mar de sargaços
onde tudo parece pouco
quando estamos a dois
e o tempo antes de o ser
era mais que o teu nome
num vale de pétalas.

in Templo do Fogo Insaciável, Caracol, 2013


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015



"Silence is of different Kinds… 
And Breathes different Meanings…"

Charlotte Brontë (1816-1855)

sábado, 10 de janeiro de 2015

Portugal.


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

...

"A Milano c'é una strada che conduce al Sole" 




http://instagram.com/p/hGtIGjG95H/

Foto de Glaz Blanco

"Cartas a um Amor Ausente"




"O desejo que move os poetas não é ensinar, esclarecer, interpretar. O desejo que move os poetas é fazer soar de novo a melodia esquecida."

-Rubem Alves


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Acrescenta tu as palavras.


as mulheres  herdeiras das ausências encrespadas
das estrelas, onde a luz se derrama sobre as mãos,
e as noites são luzes difusas sobre os dedos,
são mulheres-luz e sombra das paixões e das águas



terça-feira, 6 de janeiro de 2015



Vieni,
riposa qui.
Già si adagia
la notte
su letti stanchi di solitudine.
Sul tuo petto,
un altro inverno di nostalgie,
sul mio seno
un amore mai redento.
Troppo breve
il tempo di un addio,
troppo lungo
quello di un per sempre.


Olga Tamburini

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Explicação da Eternidade, José Luís Peixoto


devagar, o tempo transforma tudo em tempo.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.
os assuntos que julgámos mais profundos,
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.

por si só, o tempo não é nada.
a idade de nada é nada.
a eternidade não existe.
no entanto, a eternidade existe.

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.
os instantes do teu sorriso eram eternos.
os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

foste eterna até ao fim.

José Luís Peixoto, in "A Casa, A Escuridão"