prometo-te um poema
de silêncio e navegação,
uma onda lenta na pele,
o mar, a saudação
leve do dedo sobre a boca
e a neve que se desfaz nas costas
desabitadas.
Susana Duarte
nada te resta, senão olhar-me de longe. sabes que habito outro plano, o do dia e da luz com que prossigo, todavia, sobre as flores submarinas. nada te resta, senão as lágrimas e o arrependimento. talvez possas ressurgir, noutras vestes, noutros seixos. mas serás sempre a sombra, a vida incompleta que se declina nos lugares que já não procuro.
prometo-te um poema
de silêncio e navegação,
uma onda lenta na pele,
o mar, a saudação
leve do dedo sobre a boca
e a neve que se desfaz nas costas
desabitadas.
Susana Duarte
quantas mortes cabem no coração dos pássaros? quantas mortes? quantas vidas esmorecem em cada vôo? quantas? quantas plúmulas há no vôo e...