segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

GUSTAV KLIMT




Gustav Klimt, um dos meus pintores preferidos de sempre, nasceu em Baumgarten, Viena, a 14 de Julho de 1862. Foi um pintor simbolista austríaco. Estudou desenho ornamental na Escola de Artes Decorativas e destacou-se dentro do movimento Art nouveau austríaco. Foi um dos fundadores do movimento da Secessão de Viena, que recusava a tradição académica nas artes. Membro honorário das Universidades de Munique e Viena, tem uma obra multifacetada que espelha, em parte, aspectos da sua vida, colorindo-a ou dando-lhe uma certa monocromia, de acordo com os acontecimentos da sua vida. "Danae" e "O beijo", ambos do período dourado de Klimt (1907/08), são obras particularmente consensuais entre os apreciadores de arte. Mas vale a pena conhecer também os seus esboços e murais.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Penela e o seu Presépio vivo







Câmara Municipal de Penela



Penela, vila situada no Distrito de Coimbra, tem o seu Foral datado de 1137.
Nesta vila, cujo castelo fazia parte da linha defensiva do Mondego, habitam cerca de 6000 pessoas.
Com ruas de calçada, casas brancas e encostas agradáveis de percorrer a pé, vê as suas pedras calcorreadas por grupos de pessoas que,por estes dias, visitam o Presépio vivo que, ao fim-de-semana, recria as gentes da Judeia aquando do nascimento de Jesus Cristo.

O site que referencio acima é da Câmara Municipal; as fotos acima tirei-as hoje, num dia frio e ventoso, em que valeu a beleza do local para não sairmos dali gelados!!!!

Vale a pena conhecer, e eu gosto de divulgar.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Natal

Sons, palavras e votos, para todos!

Que o natal não seja apenas um dia, em cada ano das nossas vidas, mas um Ano inteiro em cada dia.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009


As imagens do Natal são belas como os sons que se fazem ouvir. Fala-se em gratidão, solidariedade, compaixão, amor fraterno, dádiva, vida, celebração. Passe embora a correria desenfreada que nos ocupa o dia-a-dia. Passe embora a pressa desmesurada de tudo fazer-tudo! de tudo fazer bem, de tudo fazer para não ter tempo para, simplesmente, ser...ainda assim, as luzes coloridas têm um encanto estranho; as músicas sabem bem por serem as de sempre, o frio sabe bem porque é frio o natal da nossa terra. E preparar a árvore de natal mantém a magia de quando era criança. Fazer rabanadas gordas de leite, açucar e canela inunda a casa de um cheiro familiar. E a lenha que se queima na lareira ilumina a noite feita de cumplicidades.
Celebremos, pois. E sejamos mais irmãos, na palavra e no acto.

Feliz Natal!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

One of the most beautiful songs ever...




She may be the face I can't forget
The trace of pleasure or regret
Maybe my treasure or the prize I have to pay
She may be the song that summer sings
Maybe the children autumn brings
Maybe a hundred different things
Within the measure of a day

She may be the beauty or the beast
Maybe the famine or the feast
May turn each day into a Heaven or a Hell
She may be the mirror of my dreams
A smile reflected in a stream
She may not be what she may seem
Inside her shell....

She, who always seems so happy in a crowd
Whose eyes can be so private and so proud
No one's allowed to see them when they cry
She maybe the love that cannot hope to last
May come to leap from shadows in the past
That I remember 'till the day I die

She maybe the reason I survive
The why and wherefore kind of life
The one I care for through the rough and ready years

Me, I'll take the laughter and your tears
And make them all my souvenirs
And when she goes I've got to be
The meaning of my life is
She....She
Oh, she....




terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Fios




Entre fios

e labirintos

tecido

a cores vivas

se escreve

o Amor

sábado, 28 de novembro de 2009









Tempo
pretérito
perfeito
imperfeito
mais-que-perfeito
presente futuro
achado
reencontrado
na palma da mão
com linhas tecidas
bordadas
desfiadas
ao ritmo
do tempo
de te dar a mão


(roubei ao Tempo todas as noites em que o tempo se fez amanhecer)

sábado, 21 de novembro de 2009

Dance like no one is watching. Sing like no one is listening. Love like you've never been hurt and live like it's heaven on Earth." (Mark Twain)

"Autumn is a second spring when every leaf is a flower." — Albert Camus




Serendipity...a fortunate accident?

Gosto da palavra assim...de algum modo, serendipismo, ou serendipitismo...não soa tão bem. Gosto de pensar em Serendipity como a capacidade que se tem de atrair coisas boas. Quase como se se dissesse ao Universo: GOSTO DE VIVER, GOSTO DE PESSOAS, GOSTO DO MUNDO e, por isso, o Universo nos recompensasse com "fortunate accidents". mas será assim, ou será a nossa força, a nossa vontade, o nosso "fazer acontecer" que determina as coisas boas que aparecem no nosso caminhar pela vida?


A palavra Serendipismo foi criada pelo escritor britânico Horace Walpole em 1754, a partir de um conto infantil persa: Os três príncipes de Serendip, que conta as aventuras de três príncipes do Ceilão, que viajavam constantemente e constantemente faziam descobertas inesperadas, sem que conseguissem prever os resultados das mesmas...na verdade, eram três jovens príncipes sagazes.

Serendib é o nome que os comerciantes árabes da antiguidade deram ao Sri Lanka (a Taprobana, bem nossa conhecida de "os Lusíadas").Sri Lanka significa "Terra Resplandecente" em sânscrito. Foram os portugueses que a baptizaram de Ceilão.

Terra resplandecente, na base do conceito de "inesperados acontecimentos" (positivos, de resto). Que bela história, para tão bela palavra...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Nuno Júdice, de novo..

Voltando à poesia de Nuno Júdice...porque é bela, sensível, tocante...
...ou apenas porque sim!


Plano

Trabalho o poema sobre uma hipótese: o amor
que se despeja no copo da vida, até meio, como se
o pudéssemos beber de um trago. No fundo,
como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na
boca. Pergunto onde está a transparência do
vidro, a pureza do líquido inicial, a energia
de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta
são estes cacos que nos cortam as mãos, a mesa
da alma suja de restos, palavras espalhadas
num cansaço de sentidos. Volto, então, à primeira
hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez,
esperando que o tempo encha o copo até cima,
para que o possa erguer à luz do teu corpo
e veja, através dele, o teu rosto inteiro.

sábado, 14 de novembro de 2009

Música que vale a pena...

Jovens, lindas, profissionais de mão cheia, as Escala têm sido uma revelação após a sua participação no Programa Britain's Got Talent.



Chantal Leverton (Viola); Izzy Johnston (violino); Taysa Hodges (violoncelo) e Victoria Lyon (violono), são as jovens que constituem este quarteto. Vale a pena ouvir.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009


(Foto de uma das casas do Lugar dos Afectos, próximo de Aveiro)

Azul...
eis a minha cor preferida. Azul do Planeta azul, azul de mar e de céu. Azul de harmonia e bem-estar. Azul cobalto, azul céu, azul bebé...azul escuro, esverdeado, turquesa....AZUL!
Em tempos a cor dos servos, por contraposição com o vermelho, cor dos nobres, é também a cor do mirtilo, do miosótis (que nos diz "não me esqueças"), de lindas pedras preciosas...
Na tradição Wicca, o azul é a cor dos rituais relacionados com harmonia,paz e os sonhos...com a serenidade, a verdade e a compreensão. O azul-marinho corresponde à energia de Saturno; o azul claro; à inspiração e à energia de Aquário.

Azul: palavra presente em belas poesias e prosas de encantar. Eis um belo poema de Sophia de Mello Breyner Andresen:

Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.

Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.

Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.


Já Fernando Pessoa afirmou, de uma forma brilhante:

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.


Um excerto de um texto de Clarice Lispector:

...sentou-se para descansar e em breve fazia de conta que ela era uma mulher azul porque o crepúsculo mais tarde talvez fosse azul, faz de conta que fiava com fios de ouro as sensações, faz de conta que a infância era hoje e prateada de brinquedos, faz de conta que uma veia não se abrira e faz de conta que que dela não estava em silêncio alvíssimo escorrendo sangue escarlate, e que ela não estivesse pálida de morte mas isso fazia de conta que estava mesmo de verdade, precisava no meio do faz de conta falar a verdade de pedra opaca para que contrastasse com o faz de conta verde-cintilante, faz de conta que amava e era amada, faz de conta que não precisava de morrer de saudade, faz de conta que estava deitada na palma transparente da mão de Deus,..., faz de conta que vivia e que não estivesse morrendo pois viver afinal não passava de se aproximar cada vez mais da morte, faz de conta que ela não ficava de braços caídos de perplexidade quando os fios de ouro que fiava se embaraçavam e ela não sabia desfazer o fino fio frio, faz de conta que era sábia bastante para desfazer os nós de corda de marinheiro que lhe atavam os pulsos, faz de conta que tinha um cesto de pérolas só para olhar a cor da lua pois ela era lunar, faz de conta que ela fechasse os olhos e os seres amados surgissem quando abrisse os olhos úmidos de gratidão, faz de conta que tudo o que tinha não era faz de conta, faz de conta que se descontraía o peito e a luz douradíssima e leve a guiava por uma floresta de açudes mudos e de tranqüilas mortalidades, faz de conta que ela não era lunar, faz de conta que ela não estava chorando por dentro...

Citando Carl Sagan:

Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos.

"O menino azul" de Cecília Meireles:

O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.

O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
— de tudo o que aparecer.

O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.

E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.

(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)

domingo, 8 de novembro de 2009

Nuno Júdice



Escritor, poeta, ensaísta, natural de Mexilhoeira Grande, Nuno Júdice foi Professor do Ensino Secundário, sendo actualmente professor da Universidade Nova de Lisboa. Colaborou no Jornal de Letras, foi conselheiro cultural da Embaixada Portuguesa em França e foi delegado do Instituto Camões.
Tem livros traduzidos em Espanha, Itália, Venezuela, Inglaterra e em França.
O seu primeiro livro de poesia foi publicado em 1972.
Em 2001, publicou "Pedro, Lembrando Inês"; reproduzo, aqui, uma passagem desta obra.




Nuno Júdice
Pedro lembrando Inês

Em quem pensar, agora, senão em ti? Tu , que
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a
manhã da minha noite. É verdade que te podia
dizer: « Como é mais fácil deixar que as coisas
não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos
apenas dentro de nós próprios?» Mas ensinaste-me
a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou,
até sermos um apenas no amor que nos une,
contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor;
ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua
voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo
esse que mal corria quando por ele passámos,
subindo a margem em que descobri o sentido
de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo
que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor,
de chegar antes de ti para te ver chegar: com
a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água
fresca que eu bebo, com esta sede que não passa. Tu:
a primavera luminosa da minha expectativa,
a mais certa certeza de que gosto de ti, como
gostas de mim, até ao fim do mundo que me deste.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Carta...


(Coimbra, Ponte Pedonal Pedro e Inês)

Apetece-me escrever-te uma carta aberta.
Carta aberta de mim. Carta aberta para ti.Carta aberta...

(carta... porquê?; apetecia dizer-te as palavras que o tempo calou...)

Apareceste como um vento sul, impelindo-me para um precipício de palavras, sentimentos e tanto por dizer...
Ficaste além. Além de ti, aquém do sonho. Aquém de nós.

Falas de ausências. Cantas a ausência na voz sussurrada de quem deixou atrás de si o murmúrio de um sorriso antigo. De que falas tu, quando falas de ausência? De que falamos nós, quando cantamos as palavras esquecidas de si, quietas num canto da vila onde deixámos, acesa, a vontade de estar? Onde ficou o riso? Onde mora a paixão? É dessa ausência que falas? É da ausência de mim? Ou da saudade eterna de uma verdade por ser?

Falas da vida e do vento. Ouves a voz da sereia que te canta e se esconde por detrás de uma rocha. Suspensa no tempo, suspensa da vida, numa calma ilusória onde a teia foi tecida. Cada fio é um minuto em que espero por ti. Cada minuto é uma palavra que ficou por dizer. E cada palavra por dizer é um minuto de vida que se perdeu já...

Falo de promessas feitas à vida. Falo de sonhos cujo canto chegou a um céu distante. Falo de Presente e promessas de Futuro. Falo de ti. Falo de mim. Falo do dia em que falhámos um dia à beira-mar. Falo da serenata por cantar. Do amor por dizer. E da sombra do tempo que passa.

Vês?...(acabou de passar uma estrela cadente; pediste um desejo?)

domingo, 1 de novembro de 2009

Poema de Ary dos Santos

Original é o poeta
que se origina a si mesmo
que numa sílaba é seta
noutro pasmo ou cataclismo
o que se atira ao poema
como se fosse um abismo
e faz um filho ás palavras
na cama do romantismo.
Original é o poeta
capaz de escrever um sismo.

Original é o poeta
de origem clara e comum
que sendo de toda a parte
não é de lugar algum.
O que gera a própria arte
na força de ser só um
por todos a quem a sorte faz
devorar um jejum.
Original é o poeta
que de todos for só um.

Original é o poeta
expulso do paraíso
por saber compreender
o que é o choro e o riso;
aquele que desce á rua
bebe copos quebra nozes
e ferra em quem tem juízo
versos brancos e ferozes.
Original é o poeta
que é gato de sete vozes.

Original é o poeta
que chegar ao despudor
de escrever todos os dias
como se fizesse amor.
Esse que despe a poesia
como se fosse uma mulher
e nela emprenha a alegria
de ser um homem qualquer.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Vida

Cirque du soleil

O Cirque du Soleil foi fundado em 1984, no Canadá, e é a beleza pura no que à arte circence ( e não só), diz respeito. Cada história tem cenários, músicas, vestuário e coreografias próprias, resultando numa espectáculo ímpar de luz, cor e som, associado a dança, canto, arte circence e acrobacias magníficas. Adultos e crianças assumem o seu papel com profissionalismo indescritível.
Vale a pena ver, rever e saber mais...


quarta-feira, 28 de outubro de 2009


Faltam as palavras com que escrevo o tempo.
Disfarçado, fugidio, participa em cada ânsia que me percorre.

(As gaivotas, junto ao mar, não anunciam tempestade).

-Havia uma menina...-sabes? Havia uma menina para quem o tempo era sempre verão, e a chuva apenas uma desculpa para ficar mais tempo no colo preferido.

Faltam as palavras com que o tempo escorre em cada luar.

-Aprecia-o, aproveita-o, porque cada momento é único.-dizem. E saberão fazê-lo? Saberão a imensidão de cada segundo, raro?

Saberei eu que o tempo não regressa? Que cada onda traz um verão diferente?

(As andorinhas já não passam tanto por cá).

O tempo, um fio de uma pequena recta algures na imensidão do Universo...

sábado, 24 de outubro de 2009

Mensagem aos amigos....


Meus caros amigos,

perdoem-se-me as ausências prolongadas. Por razões profissionais, nem sempre actualizo o blogue, nem sempre respondo aos vossos comentário e nem sempre comento as vossas páginas. tentarei fazê-lo ao longo dos próximos dias.

Aos meus novos seguidores, obrigada pelas palavras amigas e por estarem comigo. Passarei nas páginas de cada um,com a brevidade possível e com o tempo e dedicação que merecem.

Um beijo amigo a todos.

Susana

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Mãos. Corpos que dançam. A extraordinária dança das 1000 mãos, magnificamente levada a cabo por dançarinas surdas.

Vale a pena ver...





Chove.
O céu, carregado, tenso, reflecte-se em nós.

Tenho saudades, já, do astro-rei que ilumina e aquece...

sábado, 17 de outubro de 2009



“Vede que fresca fonte rega as flores/Que lágrimas são a água e o nome amores”
(Luís de Camões, "Os Lusíadas")

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Loreena Mckennitt e As Brumas de Avalon



Compositora, pianista e harpista, é conhecida pelo seu estilo de música New Age, celta. Reside no Canadá, mas tem ascendência irlandesa e escocesa.

O primeiro álbum - Elemental- foi lançado em 1985.

Loreena juntou à base cultural celta alguns elementos de música do Médio Oriente, com um toque erudito e utilizando instrumentos folclóricos. Junta-se a sua voz, e obtém-se músicas espantosas, intemporais.


Um tesouro a descobrir, por quem se interessar pelo estilo peculiar da cantora.

Já o filme, "AS brumas de Avalon", baseia-se na obra, datada de 1979, da escritora Marion Zimmer Bradley.Os 4 volumes da obra situam-se nos tempo do Rei Artur, sendo uma visão feminina das lendas arturianas. Aborda uma interessante perspectiva acerca do poder das mulheres, o seu papel social, os casamentos combinados, os rituais pagãos, a imposição do cristianismo- que diabolizou o paganismo, para o aniquilar-, as uniões políticas, a história da Bretanha.

Os 4 volumes lêem-se com uma extraordinária rapidez. Eu fi-lo com bastante sofreguidão... Fica como sugestão de leitura?

sábado, 10 de outubro de 2009

Sonho de uma noite de Verão


(Foto que recebi por e-mail, adoro!! e cuja origem não consigo identificar...)


Ela olha-o nos olhos e diz-lhe que, nos seus olhos , vê o Mundo e tudo o que ele encerra.


Ela olha-o nos olhos e diz-lhe que vê neles a Vida, o Riso e o Choro.

Ela olha-o e diz-lhe: " tens os olhos da cor da Terra, das noites frias de Inverno e dos dias quentes de Verão".
Ele diz-lhe que é nos dela que reside a Paixão.

Ela olha-o...

Ela vê nele a Noite e o Dia, o impulso de Vida e a vertigem da Morte, da morte de se perder naqueles olhos e não voltar a amar outros olhos senão os dele.

Ela vê o Calor e o Frio, a Paixão, O Riso e o Choro, a Vertigem, a Queda, a Alegria e o Mar.



Ele olha-a. Olha-a no mais fundo de si. Reconhece-a. Ilumina-a...e ilumina-se.


Ele prefere o Silêncio. Silêncio que grita mil palavras de séculos de histórias de outros que se amaram.

...



Os olhares cruzam-se.

Cruzam-se nesse olhar expectativas e medos, esperanças, sonhos ruídos e sonhos por construir. Sonhos de futuro. Vontades.


Ele responde com um ténue Sorriso. Com a força do Abraço. Com o calor de uma mão dada.

Com o olhar de quem crê.

Ela crê.


Ficam os olhares. Ficam os silêncios ensurdecedores porque cheios de MUNDO dentro. Ficam as mãos dadas.

Sabe-me a Alma a Doce Encanto
Ternura
Espanto
De te olhar e te saber...sabe-me
a Lua a noite clara
Alada
Serena
De te ver e reconhecer...sabe-me
o Espiríto a Teatro da Vida
a Subida...
...Iludida?


Sabe-me a rosas azuis.

Sabe-me a Vida a brancura desvendada.

Por detrás de teus olhos
escolhos
marinhos
encontro a Verdade.

É em teus Olhos
que se me desvenda a Alma,
que se me revelam os caminhos,
que se me abrem etapas
que ainda...apenas...adivinho.

É aqui, é agora,
que a noite aflora no momento
indivisível
em que procuro
o teu olhar.

Sabes amar?

Lá fora, na noite de breu,
caminham passos que ecoam aqui.

Se o que ouço é teu...
e espero

aqui

nesta noite

por ti...

É porque aí, onde estás,
seguro e desencantado,
encontro um pedaço que deixei
atrás...atrás da noite
e atrás do dia
numa certeza que alumia
e me faz reencontrar-

-te....

(Poema meu)
Não és bom, nem és mau: és triste e humano.../Vives ansiando, em maldições e preces,/Como se, a arder, no coração tivesses/O tumulto e o clamor de um largo oceano.

(Olavo Bilac)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Espelho


(Foto tirada em Sintra, no Verão passado)

...


Louca desvairada
de cabelos em pé.
Não sei quem sou.
Não sei quem é.


A imagem ao espelho
é a de uma mulher nua.
Nú é seu rosto.
Seu rosto está nú.

Louca desvairada
que corre na rua.
Nua a sua Alma
Sua Alma está nua.

Louca desvairada
de cabelos em pé.
Não sei já quem sou.
Diz-me quem é.

Quem é que perdeu
seu sonho na estrada,
nas pegadas nuas
de uma louca desvairada.

(Poema meu)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009


As Amoras

O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.

Eugénio de Andrade ("O Outro Nome da Terra")

domingo, 27 de setembro de 2009


(foto do Parque da Cidade de Coimbra, num anoitecer nublado)

Entre os "monstros" com que diariamente deparamos,saberemos encontrar a Beleza?

E encontrando-a, saberemos desfrutar dela?

E desfrutando dela, saberemos agradecer a dádiva de estar perante Ela?

(por Beleza entendo aqui o que o Ser Humano tem de mais elevado: a Cognição, a Emoção, a Ética, a Estética, o Conhecimento, a Linguagem...).

Saberemos nós entender os escolhos como meio para a auto-realização?

Cada dúvida, cada dificuldade...no fundo, cada "monstro"..., põe-nos mais "perto do céu?"
Pobres de nós, seres humanos, se não acreditarmos...no poder da Lua...no brilho das estrelas...

...no Amor...
...na Compaixão...
...na Lealdade...
....na Bondade...
...na Magia...
...Na Amizade...
...na ternura...

...na Eternidade...

Se não acreditarmos, estaremos, talvez, entre Cila e Caribdes...monstros horrorosos que existiam para dificultar a viajem dos audazes, e com que Ulisses teve que se confrontar. Com que "monstros" nos confrontamos nós?

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Coimbra



Coimbra, cidade mágica...
Coimbra é noite, é luar e desassossego..
Coimbra é rua, multidão, palavras soltas.



É mulher, sabedoria e tradição.
É Coimbra...e Coimbra é Universidade, é rio, é capas pretas...



Coimbra é a voz que se levanta, a música que se canta, a serenata que anima a rua.
É a voz que canta à meia noite.
É noite sem tristeza e é saudade pela noite fora.
É Coimbra, a do Mondego...
É Coimbra...da saudade...
É paixão que não esmorece.
É amor sem idade.
Coimbra é luz e sombra e todas as cores das vielas.
Coimbra é cor, cor das fitas que se erguem para o amanhã.



Coimbra, cidade mágica...



Cidade da canção.
Cidade da toada, da música sentida, da semente deixada para sempre, em cada pedra da estrada.
Coimbra é o rio e as suas cores. História e modernidade.
Repúblicas de estudantes, alegria....eternidade.

YouTube - Twilight Soundtrack - Edward's Song for Bella (Piano)

YouTube - Twilight Soundtrack - Edward's Song for Bella (Piano)

sábado, 19 de setembro de 2009



(Fotos minhas)

Despeço-me do Verão como quem se despede de um amigo.

Cada raio de sol é, agora, apreciado, sorvido e sentido com intensidade inusitada. Não tarda, a chuva cairá (as folhas caem já, castanhas, secas, no chão húmido da bruma da manhã...).

Vou à praia pela tarde.


As ondas, bravias, reflectem o temor da finitude. Mar imenso...a cada Verão que passa, amarelecidas as folhas, permaneces; nós, que te olhamos, amarelecemos também. Vibrantes, é certo. Expectantes. Até, talvez, um pouco soberbos: por vezes, cremos viver para sempre. Desafiamos a Vida como quem soubesse ser imortal. Não sabemos nada...e, no entanto...imaginamos que sim. Tantos livros para ler, tantas praias para calcorrear, tanta Vida para Viver! Ainda assim...tardamos em perceber que somos, também nós, uma folha que espera por amarelecer. E sonha com essa ventura.

O Outono não tarda...

Despeço-me do Verão como quem se despede de um amigo. As folhas vão cair. As árvores ficarão nuas, despidas de vida evidente... mas quando chegar a primavera, cheias de vida latente, ver-me-ão saudar, de novo, o Verão que se antecipa na brisa suave da tarde.

Cheio de promessas.


Corremos. Corremos para aqui, para ali,para levar os filhos à escola, para cumprir prazos, metas,objectivos...Corremos porque, em dada altura, já precisamos do ritmo alucinante (alucinado?!) que levamos. Será uma desculpa para não olharmos?...



A correr, desatamos os nós do afecto.

É tempo de ter tempo para regressar às origens e, simplesmente, ver. Apreciar. E SER!

e.e.cummings


who knows if the moon's
a balloon,coming out of a keen city
in the sky--filled with pretty people?
(and if you and i should

get into it,if they
should take me and take you into their balloon,
why then
we'd go up higher with all the pretty people

than houses and steeples and clouds:
go sailing
away and away sailing into a keen
city which nobody's ever visited,where

always
it's
Spring)and everyone's
in love and flowers pick themselves





e.e.cummings

sábado, 12 de setembro de 2009



Após o post "Domingo de sol", em que retratei o Castelo de Montemor-O-Velho, o Cirrus fez um comentário referindo a lenda da princesa moura Zuleida (ou Zuleyma, em alguns textos). Zuleida era uma princesa muçulmana, trazida de Granada, passando a viver no alcácer do castelo de Montemor-o-Velho. Muito bela, era conhecida como “Flor do Mondego".
Já referi aqui que trabalho na APPACDM de Coimbra. Uma das suas Unidades Funcionais é, precisamente, em Montemor-o-Velho, onde um grupo de jovens utentes da Instituição, que constituem o Grupo de Artes e Espectáculo, dramatiza o livro «Zuleida, a princesa moura», de autoria de Lurdes Breda.

Tomo a liberdade de o reproduzir aqui.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

“ There is a silence where hath been no sound. There is a silence where no sound may be in the cold grave under the deep deep sea. "



Assim começa, e assim termina, "O Piano"...esta frase de thomas Hood é retirada de um poema, "Silence", que serve de mote ao iníco da história de Ada. Com Holly Hunter, Anna Paquin, Harvey Keitel e Sam Neill, "O Piano" é um belíssimo filme, datado de 1993, que já toda a gente viu...mas encerra em si uma história intemporal, uma música que se tornou bestseller ( além de intemporal...). Fala de Ada, uma mulher muda, obrigada a casar-se numa terra longínqua, chuvosa e lamacenta, onde aporta com a sua filha, Flora.Ada é muda, não se dizendo de forma clara o porquê. Comunica por gestos mas, acima de tudo, comunica através do seu piano, tocando incessantemente. O piano é deixado pelo seu recém, embrutecido, marido, que o deixa na praia da Nova Zelândia onde são deixadas Ada e Flora. Ada toca na praia as canções da sua solidão e desespero. Estabelece uma relação com o único homem que aparenta ter vontade de a ajudar, que vive entre os Maori, e que se deixa fascinar pela relação de Ada com a sua música, trocando terras pela possibilidade de levar o piano e receber lições de Ada. Na verdade, quer apenas ouvi-la tocar, e estar a seu lado, dando-se início a uma relação ambivalente entre estas duas pessoas extremamente solitárias. O marido começa a desconfiar. Nada entre eles é amor, nada entre eles é intimidade. Ada tem que ficar em casa. Faz de Flora o meio de comunicação com o seu amado; esta, que se habituou a ver o marido da mãe como "papá", entrega um bilhete ao marido, não ao amado. Furioso, aquele corta o indicador de Ada.O casamento é dissolvido. Ada e Flora partem. Na mesma praia onde chegou, Ada manda o amado afundar o Piano, e Ada deixa-se levar por uma corda que a puxa para a água. Na água, entende que não se deixará morrer, e procura libertar-se da corda. Inicia uma nova vida com a filha e o seu amado, dando lições de piano, com um indicador de prata.
Sensível, aparentemente sereno, belo e intemporal. A música de Michael Nyman é absolutamente adequada ao ambiente. E ficou como uma música de e para sempre.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Selos que recebi...


Recebi dois selos da Graça ( Zambeziana), que vou exibir comorgulho já já já, aí ao lado. Mas primeiro...as Regras:
*Exibir o selo
*Indicar o link do blog de quem o recebi
*Indicar outros 5 blogs (a caminho....vamos por partes!)

*Dizer qual o sentido que melhor me descreve:
- Audição...sou descoordenada, ando sempre aos trambolhões a tudo, mas consigo ouvir 3 ou conversas ao mesmo tempo e ainda deitaros olhos no que me rodeia...confesso que dá jeito...

*Para cada Sentido responder às perguntas:

- Audição: Qual o som que mais gostas de ouvir?
A voz da minha filha

-Visão: Qual a tua imagem favorita?
Um dia de sol, a luz.

-Tacto. O que mais gostas de sentir na pele?
O sol quente sobre o rosto. Uma mão amiga que me dá a mão quando preciso.

-Paladar: Qual o teu sabor favorito?
Chocolate!!!!!!!

-Olfacto: Qual o cheiro que te faz bem?
Essa é difícil....os cheiros trazem memórias doces. Cheirinho a bolo acabado de fazer? Dá uma sensação de acolhimento e serenidade...

Ofereço-os a:
Namorado da Ria
Lusibero
Cova do Urso
Sair das Palavras
About:Portugal
Blog do Luar Encantado

Beijinhos!!!

domingo, 6 de setembro de 2009

Domingo de sol







E porque hoje foi um belíssimo Domingo de sol...eis que peguei em mim e na minha tagarela companhia e lá fomos nós até Montemor-o-Velho.
Havia festas na terra, e a confusão de gente não permitiu parar o carro e andar a pé. Mas voltámos de bom grado ao seu belo castelo.

Situado no distrito de Coimbra, o concelho de Montemor-o-Velho remonta à pré-história, tendo sido ocupado por diversos povos, como romanos, visigodos e muçulmanos. Numa zona alta, está o dominante castelo, cujas primeiras referências documentais remontam ao século IX, classificado Monumento Nacional.

Dentro dos seus muros, encontramos a Igreja de Santa Maria da Alcáçova, que remonta ao século XI.

sábado, 5 de setembro de 2009

Jardim Botânico da Universidade de Coimbra






O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra é um local aprazível, onde adoro passear para apreciara serenidade do espaço, a beleza, a grandiosidade de algumas das árvores que lá encontramos. Foi criado em 1772 no âmbito do Museu de História Natural, instituído pelo Marquês de Pombal, durante a reforma pombalina dos estudos universitários.O que se pode ver é uma dança da natureza, desde a Alameda Central, à Avenida das Tílias...De acordo com a página do Jardim Botânico, na net, este é membro da Associação Ibero-Macaronésica de Jardins Botânicos e da Botanical Gardens Conservation International. Há áreas reservadas a visita guiada, sob marcação. Deixo algumas imagens captadas numa tarde quente de Agosto, que não são senão um chamariz para novos visitantes!

Sophia


Nunca mais
A tua face será pura limpa e viva
Nem o teu andar como onda fugitiva
Se poderá nos passos do tempo tecer.
E nunca mais darei ao tempo a minha vida

Nunca mais servirei senhor que possa morrer
A luz da tarde mostra-me os destroços
Do teu sentir. Em breve a podridão
Beberá os teus olhos e os teus ossos
Tomando a tua mão na sua mão.

Nunca mais amarei quem não possa viver
Sempre,
Porque eu amei como se fossem eternos
A glória, a luz, e o brilho do teu ser,
Amei-te em verdade e transparência
E nem sequer me resta a tua ausência,
És um rosto de nojo e negação
E eu fecho os olhos para não te ver.

Nunca mais servirei senhor que possa morrer.

Sophia de Mello Breyner Andresen

sábado, 29 de agosto de 2009

APPACDM Coimbra

Pude assistir, hoje, à inauguração do novo Lar Residencial da APPACDM de Coimbra, onde trabalho, com a presença de personalidades diversas, das quais destaco a Secretário de Estado Adjunta e da Reabilitação, Drª Idália Moniz que, depois do belíssimo discurso da Presidente da Direcção, falou sobre a problemática da deficiência e da interessante evolução tem tido o movimento de instituições ligadas à deficiência.

Uma sociedade evoluída mede-se pelo tratamento que dá aos mais desprotegidos. Há um longo caminho percorrido, e certamente um looongo caminho ainda por percorrer.

Em Coimbra, a APPACDM surgiu em 1969, comemorando os seus 40 anos no presente ano; apoia crianças, jovens e adultos desde os 4 meses de vida (num colégio inclusivo, de intervenção precoce), e ao longo da sua vida, num total de mais de 800 utentes, integrando, além de Coimbra, pólos em Arganil, Montemor-o-Velho e Tocha.

Em Julho, a comemoração de aniversário decorreu em plena Praça da República, numa abertura à população em geral, que a APPACDM sempre acolheu de forma inigualável, para informação, acolhimento, esclarecimento...

Porque uma grande casa é uma casa onde todos se sentem bem, fica aqui um vídeo promocional que está disponível no You Tube, e que pode ser a sementinha para que se interessem mais por esta causa. A página da APPACDM, recente e em construção, está disponível em www.appacdmcoimbra.pt.


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Uma chávena de chá?....


(Foto: Google)

Eis um conto oriental, daqueles que nos trazem ensinamentos porque metaforizam a Vida:

"Um homem foi procurar um mestre zen e fez-lhe perguntas sobre Deus, o nirvana, a meditação e muitas outras coisas mais. O mestre ouviu-o em silêncio - questões e questões e questões, e depois disse-lhe:
- Pareces cansado. Escalaste esta alta montanha; vieste de um lugar longíquo. Deixa-me primeiro servir-te um chá.
O mestre trouxe a chaleira, deitou o chá na chávena e continuou a deitá-lo. A chávena estava cheia e o chá começou a transbordar para cima do pires, mas ele continuou a deitá-lo, enchendo também o pires. Então o homem disse:
- Pára! O que estás a fazer? Estás louco ou quê? Não vês que a chávena está cheia? Não vês que o pires está cheio?
E mestre zen respondeu:
-É exactamente nessa situação em que te encontras: a tua mente está tão cheia que, mesmo que eu responda, não tens nenhum espaço para a resposta. Volta para trás, esvazia a tua chávena e depois vem. Primeiro, cria algum espaço dentro de ti!"



Este é um conto que fala de nós: estamos tão cheios de ideias sobre as coisas, os factos, as pessoas que, a maior parte das vezes, estamos pouco receptivos a aprender coisas novas.

Do mesmo modo, estamos sempre tão preocupados com o que vai ser o dia de amanhã, que perdemos a gloriosa capacidade de apreciar o ínfimo momento presente. O monge budista vietnamita, Thic Nhat Hanh também usa a imagem do chá para falar sobre a vida...apreciar uma chávena de chá implica estar atento e consciente, enquanto se bebe cada golinho, enquanto se sente o aroma quente que vem da chávena e se aprecia um relaxante momento de prazer. Assim é com a vida, com o nosso aparentemente banal dia-a-dia ( que, na verdade, está repleto de pequenos milagres que, tantas vezes, deixamos passar ao lado: um sorriso, uma aprendizagem, um acto de amizade, uma palavra de apreciação).

Dá que pensar...não dá?

O fio de Ariadne

Perdida no Labirinto,
sem o fio de Ariadne
...sou frágil presa.

Perdida no Caminho,
sem o fio de Ariadne,
...sem defesa.

Reencontro o caminho?
Talvez, talvez....
Caminhando,
segura,
sempre o caminho se fez...

Procuro a saída.
Outra e outra vez.

Nas ondas incertas
de um mar revolto
labirinto da Alma
sem rumo nem porto...
sem o fio de Ariadne
que conduza meus passos.

Vou por aqui.
Mas para onde vou?
Caminhos incertos,
de alma confusa
que, afinal, eu sou...
Cumes gelados,
segredos enterrados,
meus passos, quietos,
sozinhos,
incertos, na procura constante
do caminho.

Eis a onda breve,
o cume gelado
que me há-de levar
à estrela do Norte
onde, segura, sem medo,
mas sem rumo, sem norte,
caminham meus pés,
hesitantes, incertos.

Que fazer com o fio
se ainda o encontrar?
Haverá um navio para,
depois, me levar?

Noites de lua,
noites de breu
caminho insegura
e não sei se é meu
o caminho que trilho!

Meus passos me levam,
conduzem meu Ser:
mestra na vida,
sem saber que fazer?

Hesitante,
expectante,
de alma nua, perdida.

Estás aí?
Revela-te, então.
Sem o fio de Ariadne,
encontras meu coração?

Lua-mãe,
Lua-encanto
sereia escondida que revela seu canto...

Flor do jardim,
breve vida, semente:
segue o caminho de quem está ausente....

Agarra o fio, agarra
eu sei que estás aí,
num canto perdida,
talvez perdida de ti...
onde, sem fio, te vais encontrar.

Sublime certeza...

Consegues rumar?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Up! Altamente

Já fui ver!

Sou crescida, eu sei...mas gosto de filmes de Animação. Hoje, fui ver Up! Altamente, com a belíssima companhia da minha filha, batatas fritas, sumos (engasgo-me com as pipocas e não gosto de Coca-Cola com 10 pedras de gelo...) e boa disposição.
A quem gosta,recomendo vivamente!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Já que hoje o tempo não permite deitar-me ao sol...ficam aqui fotos para dar a conhecer praias da região: Praia de Mira e Praia da Tocha.




Derrocada

Explique-me quem entender....

Como é que se transforma em local de romaria,onde se vai tirar fotos, um local onde desgraçadamente morreram 5 pessoas?

Confesso que não entendo...

domingo, 23 de agosto de 2009

O corpo que dança


(Foto: Google)
É com o corpo que falo...
Com meu corpo me confesso,
em dias sem noite e noites sem luar
é com meu corpo que falo,
é com meu corpo que me confesso.

É nele que trago a voz do movimento.
É com ele que me desvendo.
E danço....e danço...

(Foto:Google)
Com apenas 500 anos de história, o ballet clássico é um apelo poderoso para qualquer menina, e um imenso prazer para quem o aprecia.
É uma arte dificílima, cujo produto final, património etéreo e inigualável, nos permite ver a graciosidade em cima de um palco...a elegância dos movimentos, a riqueza dos enredos representados, o romantismo da encenação, a magia que é, afinal, a dança....

As suas origens situam-se no final do século XV; os espéctaculos, aos quais assistiam principalmente pessoas da corte, iniciaram-se em Itália, onde os nobres entretinham os visitantes com espectáculos que misturavam poesia e música,à mímica e dança, com o suporte de ricos trajes e belíssimos cenários ( o "balletto").

Catarina de Medicis, italiana, casou com o rei Henrique II, tornando-se rainha de França, e levando para a corte francesa os belos movimentos da dança da corte. Tornou-se, então, habitual oferecer ballet nas ocasiões especiais.

É com Luís XIV, um século mais tarde, que o ballet tem um marco importante,porque este Rei, ele próprio um dançarino, fundou, em 1661, as Academias Reais de Ballet e de Música.


(Foto: Google)
Com o tempo, o ballet profissionalizou-se, saiu das cortes e passou a ser apresentado em teatros.

É uma arte viva, em permanente evolução, mas mantém a magia dos tempos em que Marie Camargo encurtou as saias para que se pudesse ver os movimentos do corpo e, mais especificamente, dos pés, que brincavam com 5 posições básicas criadas por Pierre Beauchamp.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Neruda


Se cada dia cai

Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.

há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.

Pablo Neruda (Últimos Poemas)