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quinta-feira, 9 de abril de 2026

 António Duarte, meu irmão 🫂


desprendes sorrisos 

por entre as sombras dos ossos


(como se fossem asas)


e ornamentas os olhos 

por sobre o sal da água cristalina

            das lágrimas 


(como se fosses rio, em vez de mar,

            leito, margem e foz).


desarmas o peito 

sobre as palavras não ditas, sem interditos


(se os olhos desaguarem saudade)


e, no dealbar de cada dia,

    és âncora, raíz, braço que contém 


a dor


(como se fosses rocha, vertente,

             areia húmida de uma praia qualquer,


ou apenas o que és: 

    o sangue,

    a História que une as memórias 

    e o significado das palavras que virão 


do passado que nos une

        (e do qual somos órfãos)


 e do futuro outrora semeado

          e do qual somos herdeiros


         precursores

                   veículo 


caminho seguro dos que vieram depois.


Susana Elisa Ribeiro Duarte 

 António Duarte, meu irmão 🫂 desprendes sorrisos  por entre as sombras dos ossos (como se fossem asas) e ornamentas os olhos  por sobre o s...