e tu,
vais-te embora? vais-te embora?...
não,
não te vais embora: fico contigo…
deixas-me nas mãos a tua alma,
como um casaco.
marguerite yourcenar
fogos
trad. de maria da graça morais sarmento
difel
1995
nada te resta, senão olhar-me de longe. sabes que habito outro plano, o do dia e da luz com que prossigo, todavia, sobre as flores submarinas. nada te resta, senão as lágrimas e o arrependimento. talvez possas ressurgir, noutras vestes, noutros seixos. mas serás sempre a sombra, a vida incompleta que se declina nos lugares que já não procuro.
quantas mortes cabem no coração dos pássaros? quantas mortes? quantas vidas esmorecem em cada vôo? quantas? quantas plúmulas há no vôo e...
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