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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Nelma Goreth Gaspar de Almeida

nos 4 meses do teu falecimento, porque o dia dos teus 16 anos, será vivido na distância imensa que vai da Terra ao Céu. porque nos faltas. 




creio nos anjos que andam pelo mundo, 
creio na deusa com olhos de diamantes, 
creio em amores lunares com piano ao fundo, 
creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes; 

 creio num engenho que falta mais fecundo 
de harmonizar as partes dissonantes, 
creio que tudo é eterno num segundo, 
creio num céu futuro que houve dantes, 
 creio nos deuses de um astral mais puro,
 na flor humilde que se encosta ao muro, 
creio na carne que enfeitiça o além, 
 creio no incrível, nas coisas assombrosas,
 na ocupação do mundo pelas rosas,
creio que o amor tem asas de ouro. amém. 



Natália Correia


Laura Ingalls Wilder

De Laura Ingalls Wilder(1867-1957)
"As verdadeiras coisas não mudaram. O melhor ainda é ser honesto e verdadeiro; aproveitar o máximo do que temos; ser feliz com os prazeres mais simples; e ter coragem quando as coisas derem errado."

Trilhos, no Portugal rural.

http://ruralea.com/tematicos.php?ativ=6

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

AINDA NÃO TE DISSE (de Joaquim Alves)




Ainda não te disse tudo
não há tempo para o tudo

e mesmo que houvesse
tudo ficava pela metade
quartos e oitavos

mas a vida nunca

essa é sempre por inteiro
mesmo em momentos breves

ontem pedi

que destruíssem
todos os relógios

Joaquim Alves ( https://www.facebook.com/joaquim.alves.395?fref=nf&pnref=story)

não me sorrias

não me sorrias a partir de onde as gárgulas 
denunciam medos,
nem de onde os olhares são furtivos
segredos
de quem, entre si e o outro,
esconde as mãos,

frenesim oculto

dos olhos pousados além da vontade
e do desejo.

não me sorrias, se é a partir delas
que me olhas, prisioneiro
dos rituais, com receio dos dedos
todavia entrelaçados

de solidão
e de folhas caídas.

não me sorrias, se no sorriso escondes
as veias,
esqueces as vidas,
prolongas ameias e te escudas no norte,

prisioneiro da morte
das mãos vividas, entrelaçadas
de sol, onde reside a loucura amena

da paixão.

Susana Duarte 




segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

dias escritos com o sal-flor das mãos inteiras



morre-se azul sob os escolhos de sal


das (des)contruções


de areia. é no lugar das sementes,


e dos sóis verdes dos cabelos, que se morre azul.






com o sal das neblinas dos olhos,


morre-se sombrio


ante as ondas submarinas do ventre,


e escolhe-se a vereda estranha


dos dias salinos das lágrimas.



é no lugar delas que se morre, palavras


escorridas por entre as águas do peito.



são escuras, as palavras.
são claras, as palavras.






morre-se dentro delas, mar imprevisto


de ondas alteradas.

morre-se. navega-se no sal dos cabelos,


onde o futuro é o olhar percorrido


pelos dias

de antes.


morre-se. as ausências desmesuradas


do sal

dos beijos,


são a morte silabada

dos dias.


os dias silabados serão sempre teus,


pequenos e intermitentes,


como a morte dos dedos.






mas serão dela,


da mulher,


os dias escritos com o sal-flor


das mãos inteiras.






susana duarte

 sei das rosas que amavas e da delicadeza do toque, ainda que as memórias  obnibuladas pela dor, se ausentem ...