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sábado, 2 de março de 2013




As Mãos


vou fazer de conta que o poema nasce só e,
na solitária imensidão das ondas, escrever uma 
palavra. a palavra fará de conta que vivi. levará
outras palavras onde os sorrisos se perderam e
içará das brumas antigas a perene névoa dos olhos.


a palavra é "liberdade". o poema, são as mãos.


levarei mãos onde faltaram palavras. e palavras,
onde se derem as mãos. o caminho, são elas.
________________as mãos__________________






Susana Duarte

1 comentário:

 António Duarte, meu irmão 🫂 desprendes sorrisos  por entre as sombras dos ossos (como se fossem asas) e ornamentas os olhos  por sobre o s...