domingo, 26 de fevereiro de 2017

o silêncio nos corpos

(e os corpos em silêncio)

demora as aves
e a floração das rémiges.

o silêncio das asas

decompõe as margens
por onde, silentes,
se cruzam os corpos

(talvez amanheça)



Susana Duarte

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