o silêncio nos corpos
(e os corpos em silêncio)
demora as aves
e a floração das rémiges.
o silêncio das asas
decompõe as margens
por onde, silentes,
se cruzam os corpos
(talvez amanheça)
Susana Duarte
nada te resta, senão olhar-me de longe. sabes que habito outro plano, o do dia e da luz com que prossigo, todavia, sobre as flores submarinas. nada te resta, senão as lágrimas e o arrependimento. talvez possas ressurgir, noutras vestes, noutros seixos. mas serás sempre a sombra, a vida incompleta que se declina nos lugares que já não procuro.
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domingo, 26 de fevereiro de 2017
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sei das rosas que amavas e da delicadeza do toque, ainda que as memórias obnibuladas pela dor, se ausentem ...

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