domingo, 23 de dezembro de 2018

por todas as sílabas
recitadas em madrugadas 
planas;

por todos os poemas
silabados na segmentação
dos sonhos,

e por todas as noites
rasas da existência,

recito a litania 
inesperada
dos teus nomes,

e acendo a noite rara
das palavras
interditas.

Susana Duarte

Sem comentários:

Enviar um comentário

 roubo à rua  o sol que me pertence: a clandestinidade indistinta, a sombra das palavras  negadas, interditas, ditas onde os terrenos aguard...