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terça-feira, 11 de junho de 2019



vou esquecer os sonhos de ontem,
como a madrugada desoladora 
se despede da noite:

deixando os pés onde os passos 
são perdidos, e os corpos
se apartam da pele.


vou esquecer a madrugada
como a ave se despede da primavera:
também eu migrarei

para o lugar do oblívio,
onde me deixas a cada palavra.

Susana Duarte


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