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as casas feitas de silêncios
são guardas das memórias,
espectros vivos
de amores infinitos
de fendas
de cisões
e das alegrias
contidas nos gestos simples
com que se construíam os dias
🤍
as casas, e os seus silêncios,
ofuscam as ténues linhas
que, outrora, ligaram corpos
geométricos
adjacentes
laterais a si mesmos onde as quedas
prenunciaram a queda do corpo
no invisível
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as casas, feitas de luz
quando as sombras as dominam
são ecos distantes das vozes
de outrora.
é aí, nas casas prenhes de memória,
que se aprofundam solidões.
🤍
Susana Duarte
