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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

 esquece o mundo


e acomoda a respiração no seio da noite

    que perdura.


esquece a noite, desfaz os nós 

    do silêncio com que passaste e habitar


as minhas veias,

e visita-me em sonho;            visita-me 


e sussurra as palavras que me dizias

quando os dias pareciam tão infinitos 

                 como o tempo de te ter comigo


      diante dos silêncios 

que a vida me impôs.


esquece o mundo e chora,

   acomoda a respiração de que já não és capaz


e diz-me que tudo isto é tão irreal

quanto as aves                no inverno

ou as flores de açafrão -bravo     na primavera.


esquece o mundo


       e dá -me ar.


Susana




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