sábado, 4 de novembro de 2017

quando vieres, traz os dedos
da aurora,

e amanhece nas dobras cegas 
do pescoço
onde, ontem, navegaste 
os trevos 
do dia longo
[anterior às mágoas]

florescidos dos teus dedos,
esquecidos dos segredos

[onde as horas não chegam
e os teus olhos me faltam]


Sem comentários:

Enviar um comentário

 disse-te adeus, sem nunca te dizer adeus, antes que a estrada             desunisse os braços e me obscurecesse               os latidos,  ...