descanso
sob as asas ocultas
nos seios
dos teus braços;
sob o sol poente
da noite
do meu ventre;
sob as águas da tua boca
e da corporalidade
do teu ser
descanso
sobre as ondas
descalças
dos poemas
que jazem nas linhas
das axilas,
onde encosto as linhas
do rosto antigo,
e me permito sonhar
cálidas
rubras
manhãs
em que acordo em ti.
susana duarte
nada te resta, senão olhar-me de longe. sabes que habito outro plano, o do dia e da luz com que prossigo, todavia, sobre as flores submarinas. nada te resta, senão as lágrimas e o arrependimento. talvez possas ressurgir, noutras vestes, noutros seixos. mas serás sempre a sombra, a vida incompleta que se declina nos lugares que já não procuro.
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domingo, 6 de janeiro de 2013
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