Livro Novo
No livro novo
do espanto
escreverei
o teu nome
de forma
simples
talvez
emocionada
no livro do espanto
deixarei o teu nome
com um amor
infinito
enquanto voo
com o mar
e as gaivotas
no livro novo
do espanto
nada te resta, senão olhar-me de longe. sabes que habito outro plano, o do dia e da luz com que prossigo, todavia, sobre as flores submarinas. nada te resta, senão as lágrimas e o arrependimento. talvez possas ressurgir, noutras vestes, noutros seixos. mas serás sempre a sombra, a vida incompleta que se declina nos lugares que já não procuro.
quantas mortes cabem no coração dos pássaros? quantas mortes? quantas vidas esmorecem em cada vôo? quantas? quantas plúmulas há no vôo e...
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