Visualizações de página na última semana

domingo, 22 de fevereiro de 2015

no negro dos lábios, a vida

no negro dos lábios, a vida
toda. na boca dos cabelos, 
a imensidão das noites. 
sem querer, conto as auroras
perdidas de quem sou.


na leitura das linhas, perdida
foi a boca. o que se excede
não é nada. apenas a sombra:
ave sem rectrizes. onda. eu.


Susana Duarte

1 comentário:

 António Duarte, meu irmão 🫂 desprendes sorrisos  por entre as sombras dos ossos (como se fossem asas) e ornamentas os olhos  por sobre o s...