trago o silêncio nas veias,
como uma veste antiga
sobre o lado do avesso
dos ossos.
visto-o, tão sagrado
como outra veste qualquer,
como outro corpo qualquer.
espelho os lugares
onde o sangue se demora
e pergunto quem sou.
Susana Duarte
nada te resta, senão olhar-me de longe. sabes que habito outro plano, o do dia e da luz com que prossigo, todavia, sobre as flores submarinas. nada te resta, senão as lágrimas e o arrependimento. talvez possas ressurgir, noutras vestes, noutros seixos. mas serás sempre a sombra, a vida incompleta que se declina nos lugares que já não procuro.
quantas mortes cabem no coração dos pássaros? quantas mortes? quantas vidas esmorecem em cada vôo? quantas? quantas plúmulas há no vôo e...
Sem comentários:
Enviar um comentário