febre
dias consumidos em febre
febre nas noites das pálpebras e
nas pálpebras do vento
sedento
febre
dias consumidos em dias de velas
dias nos dias das áleas das tílias
e nas tílias das mãos,
onde crescem serenas e, todavia,
incautas
as linhas do destino traçado num dia
de névoas desalinhadas
e de luzes estranhas na sombra das luas
febre
noites consumidas no abraço
estarrecido
o abraço dos dias em que sou
um braço
protegido
febre que me arde nas pestanas
movimentadas ao som de um compasso
todavia esquecido de si
lembrado de mim,
no tempo que passa e,
desatento,
sobre mim lança seus braços
(antes os teus)
Susana Duarte
nada te resta, senão olhar-me de longe. sabes que habito outro plano, o do dia e da luz com que prossigo, todavia, sobre as flores submarinas. nada te resta, senão as lágrimas e o arrependimento. talvez possas ressurgir, noutras vestes, noutros seixos. mas serás sempre a sombra, a vida incompleta que se declina nos lugares que já não procuro.
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
queria-te comigo na noite do ser. e doce flor seria no secreto adormecer.
.guia-me na noite do silente coração. e não deixes morrer. não deixes morrer
a serena paixão. a árvore és tu. a araucária alta no jardim. onde plantas
árvores, plantas-me, a mim... na infinitude da altura da vontade de voar.
.sei de ti. sabes de mim. plantas etéreas, noturnas, marinhas. plantas de amar.
Susana Duarte
.guia-me na noite do silente coração. e não deixes morrer. não deixes morrer
a serena paixão. a árvore és tu. a araucária alta no jardim. onde plantas
árvores, plantas-me, a mim... na infinitude da altura da vontade de voar.
.sei de ti. sabes de mim. plantas etéreas, noturnas, marinhas. plantas de amar.
Susana Duarte
.queria ser voo e ser horizonte.
.numa praia deserta, ser a vida e a fonte que te deixa ser asa e remo, nave e mar navegado,
fruta morena em terreno desbravado, onde se verte a lua e navega a noite, ao som de um violoncelo-mulher-despida-de si.
.encontrar-me no horizonte onde os olhos são estrela do norte,
e sou eu-em-ti.
Susana Duarte
(Pintura de Nicoletta Tomas)
.abro-te os lábios com a urgência de quem desce as águas fortes de um rio e, nelas,
não pára a corrente que me conduz ao eterno que em ti reside e me leva às tuas pernas
sobressaltadas onde a luz dos teus beijos te eleva o corpo na voz da noz da flor do desejo.
da flor da paixão. onde te sei.
Susana Duarte
.abro-te os lábios com a urgência de quem desce as águas fortes de um rio e, nelas,
não pára a corrente que me conduz ao eterno que em ti reside e me leva às tuas pernas
sobressaltadas onde a luz dos teus beijos te eleva o corpo na voz da noz da flor do desejo.
da flor da paixão. onde te sei.
Susana Duarte
sábado, 10 de dezembro de 2011
sábado, 8 de outubro de 2011
Mãos... e um Penedo
.no Penedo onde mora a Saudade, dei-te as mãos
e sonhei a aurora.
.nas ruas onde moram segredos, dei-te as mãos e construí a caminhada.
.nas tuas mãos, residem os segredos das ruas e do Penedo.
.não sei das minhas. levaste-as contigo.
Poema de Susana Duarte
Pintura de Nicoletta Tomas
.nas ruas onde moram segredos, dei-te as mãos e construí a caminhada.
.nas tuas mãos, residem os segredos das ruas e do Penedo.
.não sei das minhas. levaste-as contigo.
Poema de Susana Duarte
Pintura de Nicoletta Tomas
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