domingo, 8 de janeiro de 2012

SABEDORIA

Vivo das lágrimas e da poeira da estrada, que se entranha nos olhos

e me tolhe das águas do rio onde nasci; sorriso turvo nas algas

de dias escorregadios e flores de sol onde nascem ameias

estranhas; corro atrás das nuvens e percorro ruas

desertas. Se soubesse dos dias, estarias

mais perto.

Susana Duarte

1 comentário:

  1. Nao sei se aplaudo ou se me comovo. Fico sempre assim, tartamudo, quando leio estas singularidades. Obrigado. É LINDO.

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 disse-te adeus, sem nunca te dizer adeus, antes que a estrada             desunisse os braços e me obscurecesse               os latidos,  ...