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sábado, 21 de março de 2015

...ainda que o meu tenha mudado.



Amor

o teu rosto à minha espera, o teu rosto

a sorrir para os meus olhos, existe um

trovão de céu sobre a montanha.




as tuas mãos são finas e claras, vês-me

sorrir, brisas incendeiam o mundo,

respiro a luz sobre as folhas da olaia.




entro nos corredores de outubro para

encontrar um abraço nos teus olhos,

este dia será sempre hoje na memória.




hoje compreendo os rios. a idade das

rochas diz-me palavras profundas,

hoje tenho o teu rosto dentro de mim.




José Luís Peixoto, in "A Casa, A Escuridão"




1 comentário:

 quantas mortes cabem  no coração dos pássaros? quantas mortes? quantas vidas esmorecem  em cada vôo? quantas? quantas plúmulas há  no vôo e...