as aves seguram os búzios na ponta do bico
os búzios permanecem solitários,
no bico das aves;
as aves continuam solitárias
na redoma madrepérola
do espaço (aparentemente livre)
em que se movem
nada te resta, senão olhar-me de longe. sabes que habito outro plano, o do dia e da luz com que prossigo, todavia, sobre as flores submarinas. nada te resta, senão as lágrimas e o arrependimento. talvez possas ressurgir, noutras vestes, noutros seixos. mas serás sempre a sombra, a vida incompleta que se declina nos lugares que já não procuro.
quantas mortes cabem no coração dos pássaros? quantas mortes? quantas vidas esmorecem em cada vôo? quantas? quantas plúmulas há no vôo e...
Sem comentários:
Enviar um comentário