nada te resta, senão olhar-me de longe. sabes que habito outro plano, o do dia e da luz com que prossigo, todavia, sobre as flores submarinas. nada te resta, senão as lágrimas e o arrependimento. talvez possas ressurgir, noutras vestes, noutros seixos. mas serás sempre a sombra, a vida incompleta que se declina nos lugares que já não procuro.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
mar no poema
.poderia escrever,
ecoando nas notas a pena
que escreve palavras tristes e sós.
.poderia fazer da noite
um mistério pequenino, onde habita
a palavra que sonho nas asas e nelas escreve: "nós".
.poderia escrever,
ecoando nas ruas desertas,
a palavra que me deste e me habita.
.poderia sonhar ternuras,
calor de noites que deixam de ser escuras
e onde a flor da manhã é a flor que me reabre e agita.
.poderei, um dia... dizer, dos sons dos poemas,
que são ondas do mar onde me tornei sereia.
Susana Duarte
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Porque será que gosto tantoooooooooo
ResponderEliminardeste poema?
d'alcobaça que t'abRRaça
bem sabes
dum modo especial
no SER, ESTAR e SENTIR!!!
"poderia sonhar ternuras"
ResponderEliminarque lindo!
Sereia das palavras de sonho e de encanto...
ResponderEliminar(Eu cá sempre adorei sereias... :) )
Beijo de maresia!